Pessoal, depois de quase um ano (!!!) voltei aqui para tirar as teias de aranha do blog. Na verdade, não tenho muito pique para cuidar de tantas redes sociais (Facebook, Instagram, Threads, TikTok) e “abandonei” esta casa por um bom tempo, mas, aos poucos, tentarei trazer mais conteúdo para cá.
Desta vez trarei uma parte desconhecida da minha ainda curta carreira literária: meus POEMAS. Sim, eu sempre criei pequenos poemas, a grande maioria perdida em cadernos. Nunca tive métricas para escrever esses poemas e não acho que devo me ater às regras.
Hoje, ao organizar um armário, achei uma caderneta antiga, na qual estavam algumas das minhas anotações. Na verdade, a imensa maioria deles não é boa, mas acabei encontrando um que considero, no mínimo, aceitável. Ele é de 21/05/2019, e fala sobre o quão moldadas são nossas vidas pelo HOJE e como seriam a mesmas se nossas escolhas tivessem sido diferentes.
E se???
E se tivesse sido???
E nossas escolhas tivessem sido diferentes???
E se nossos caminhos fossem outros???
O tempo não responde, apenas guarda murmúrios e silêncios.
Há lembranças que voltam com o vento,
trazendo perguntas que nunca terão resposta.
O tempo passou, o amor se dissolveu,
mas a memória insiste em
revisitar aquele momento,
onde tudo poderia ter mudado.
Hoje não há dor, apenas saudade.
Saudade de um capítulo
que não se escreveu,
das vidas que não se uniram
e que não geraram outras vidas.
De um futuro que só existiu
em minha imaginação.
O “e se” não é ferida, mas uma
sombra que me acompanha,
lembrando que a vida é feita
também do que não foi.
Ele é um lembrete de
que cada ausência
também moldou quem sou.
Meu coração guarda ecos
do que poderia ter sido.
Mas a vida floresce quando
escolho seguir em frente.
Poesia original de Ricardo Furlan, de 21/05/2019