domingo, 5 de novembro de 2023

Os 20 anos de "Encontros e Desencontros" (Lost in Translation)

 AVISO: CONTÉM SPOILERS.

Capa do DVD original.


    Encontros e Desencontros” está completando 20 anos. Meu Deus, como o tempo voa! (assisti no cinema do Shopping Crystal aqui de Curitiba, que exibia filmes fora do convencional, aqueles “fora da caixinha” - outro do Bill que assisti lá foi o excelente “Flores Partidas”). Nada mais justo do que fazer uma homenagem e escrever algumas palavras a respeito deste filme que, mesmo tão simples (SIMPLICIDADE é a palavra que resume o filme), conversa com o íntimo daqueles que abraçam as ideias que ele transmite.

     Acredito que nenhum de vocês assistiu a esse filme. Então, se a curiosidade bater, já aviso: não é uma comédia como é vendida por aí, nem é comédia romântica (muito menos um romance). É um drama existencial (posso dizer que é um uma história de amor sem romance, com toques de comédia (não à toa que Bill Murray foi escalado. Seu humor ácido e autêntico é único, e não consigo imaginar Bob Harris interpretado por outro ator) É, antes de tudo, um filme sobre o tédio, a solidão, o isolamento do homem moderno.

 

A doce Charlotte (Scarlet Johansson, antes do estrelato).

    Vamos então à história. Bob Harris (interpretado pela lenda viva chamada Bill Murray) e Charlotte (a graciosa Scarlett Johansson, com apenas 18/19 anos, e já arrebentando) são dois americanos em Tókio. Bob (que outrora havia sido um grande astro do cinema) está na cidade, para filmar um comercial de uísque. Charlotte está apenas acompanha o marido, John, um fotógrafo. Bob e Charlotte estão hospedados no mesmo hotel e não se conheciam, mas dividem o mesmo tédio das horas que custam a passar. Bob (cuja vida profissional e pessoal estão em crise) passa quase todo o seu tempo livre no bar do hotel. Charlotte (formada em filosofia) passa as horas olhando pela janela de seu apartamento. Ambos sofrem com a insônia e estão perdidos, cada um ao seu modo (quer mais vazio do que estar rodeada de gente, e ainda sim sentir-se só???). Até que um dia eles se conhecem no bar do hotel, iniciando uma improvável amizade e um novo mundo surge para ambos. Aquelas duas vidas, antes tomadas pelo aborrecimento, ganham novas perspectivas. Nasce entre Bob e Charlotte uma amizade mágica, uma cumplicidade raramente vista, uma nova forma de ver a cidade e suas vidas.

Companheirismo. 

Um gigante gentil.

    Não é só a língua japonesa (as cenas no programa do “Jô Soares” do Japão e no hospital são emblemáticas) e os costumes locais que apavoram as vidas de Charlotte e Bob (“Vamos jogar gasolina no fogo???”), são apenas catalisadores para as dores internas de ambos. Charlotte, negligenciada pelo próprio marido workaholic, vaga sozinha pela megalópole japonesa, mas sempre retorna ao hotel com tristeza em seu rosto. Por outro lado, Bob Harris carrega a melancolia de um homem de meia idade, aditivada pela decadência profissional e pelo casamento (as conversas com a esposa demonstram claramente a estagnação daquela relação. Quando Bob canta “More Than This” no karaokê, não é por um mero acaso). Quando se conhecem acabam criando (ainda que de forma inconsciente) uma fuga de suas realidades vazias. A iluminada Tókio vira um parque de diversões temporário para os dois americanos.

 

Bob Harris no programa do Jô SoaLes do Japão.


A emblemática (e divertida) cena do hospital.


    A cumplicidade entre Bob e Charlotte mostra que há pessoas que aparecem em nossas vidas apenas por um curto período de tempo, mas que nos tocam profundamente, nos ensinando muitas coisa, nos ajudando a superar algo. Os momentos que Bob e Charlotte compartilharam foram inesquecíveis para ambos,  ajudaram a amenizar a dor que cada um sentia. O difícil é quando esse período acaba. Mas é aí onde mora uma das belezas da vida: sabermos valorizar os momentos que tivemos, pois eles foram eternos enquanto duraram. Aquilo que Bob sussurrou no ouvido de Charlotte (algo que nunca saberemos) é um profundo sinal de esperança, reforçado pelos sorrisos que floresceram nos lábios de ambos.

A emoção de Chartlotte.


    Conseguir criar uma "história de amor" sem diálogos clichês, mas baseada em silêncios e olhares, não é para qualquer pessoa. Em seu segundo filme (estreou como diretora no ótimo “As Virgens Suicidas”). Sofia Coppola (que também é  roteirista) fez um filme sutilmente engraçado, tocante, doce, sincero e contemplativo. Se você já assistiu, tenho certeza que torceu por algo que, ao meu ver, graças a Deus não aconteceu. Bato palmas para a Sofia, porque ela não criou um conto de fadas (não caiu nas armadilhas dos filmes tradicionais), mas sim um filme realista sobre a vida. Afinal todos nós somos perdidos, alguns têm a sorte de se encontrar mais rapidamente, outros demoram mais (ou nunca se encontram). Mas a vida segue e as escolhas precisam ser feitas.

     “Encontro e Desencontros” é um poema audiovisual sobre a vida e as escolhas que fazemos. Mesmo após 20 anos, é um filme atual e contemplativo. Um filme sobre pessoas reais, sobre dores reais, sobre o poder que a amizade e (por que não?) o amor (não necessariamente o amor “romântico”) pode ter na vida de uma pessoa.

     Por fim, quando chega aquele clímax ambíguo (nunca saberemos aquilo que Bob sussurrou no ouvido de uma emocionada Charlotte. Adorei!) e tocam os acordes da belíssima “Just Like Honey”, é a hora de preparar os lenços.

Aquelas palavras que apenas Charlotte e Harris guardam na memória.

    Mas se você acha (ou achou) o filme chato, parado, lembre-se do bordão do Bob Harris no comercial de uísque (“For relaxing times, make it Suntory time!” - “É tempo de relaxar. É tempo de Suntory!”). Relaxe e aproveite a experiência.

Enjoy the moment.

    Tenho ele em DVD (não sou refém dos streamings), mas ele está disponível para aluguel na Amazon (entre outras) e na Globoplay.

    Curiosidades: ganhou o Oscar de melhor roteiro original, mas também foi indicado nas categorias: melhor filme, melhor diretor e melhor ator. Além disso, faturou cinco prêmios no Globo de Ouro (entre eles melhor ator e melhor filme - comédia), além primeira indicação da jovem Scarlett Johansson  (despontado de vez para a fama).


P.S. Há alguns anos eu escrevi aquilo que eu acredito que Bob disse para Charlotte. É claro que é mera especulação, mas compartilho em off com quem quiser. 

Bob. O eterno Bob Harris.


Te amarei e entenderei eternamente, Charlotte...





 

 

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

21/09, o DIA DA ÁRVORE.

    Olá terráqueos, olá, terráqueas, como estão vocês??? Não muito bem aqui no Brasil, não é mesmo??? 

    Com esse calorão maluco em pleno inverno, com essas chuvas extremas que assolam diversas áreas do país, o nosso clima está realmente MALUCO. Então hoje este post será um pouco diferente. Nada de livros ou filmes, mas sobre algo que é da minha área de formação (engenharia ambiental): vou falar obre os rumos do nosso PLANETA.





No dia 21 de setembro é comemorado o “Dia da Árvore" no Hemisfério Sul. Diante dessa onde de calor completamente anormal, a importância da árvore mostra-se ainda relevante. Citarei alguns dos pontos mais importantes relacionado à árvore:

- Evitam erosões;
- Produzem oxigênio, ao captura o CO2 produzido pela ação humana;
- Dão sombra e refúgio para algumas espécies animais;
- Ajudam a embelezar e harmonizar um pouco as “SELVAS DE PEDRA”.

E talvez a mais importante nesse momento maluco no qual estamos vivendo:
- Diminuem a temperatura e aumentam a umidade do ar, graças à evapotranspiração.


O Dia da Árvore é hoje, 21/09/2023, uma data que simboliza não apenas o valor que uma espécie vegetal representa, mas que remete a uma grande reflexão sobre o que estamos fazendo com nossa casa. Se você está sufocado/a de tanto calor em pleno inverno; se você está horrorizado/a com a seca extrema no Amazonas; consternado com a tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul; chocado os incêndios florestais e as milhares de mortes causadas pelo verão no hemisfério norte, é porque há um terrível motivo.

More onde morar (norte, sul, nordeste etc), plante uma árvore quanto puder, repense seus hábitos de consumo. Não espere que as soluções quanto ao aquecimento global caiam no seu colo, pois elas não cairão. Cada um deve fazer a SUA PARTE, não espere que os outros façam isso por você, pois essa é uma guerra na qual TODOS nós estamos envolvidos. Uma guerra na qual o ser humano é o VILÃO e o MOCINHO ao mesmo tempo. E de que lado você está nesse momento???


P.s. no vídeo está uma bela araucária, que vive no bosque localizado bem em frente a nossa residência. Como podem ouvir no vídeo, esse bosque abriga várias espécies (araucárias, angicos e outras árvores - não sou especialista -, algumas delas plantadas por mim, pelo meu pai e por outros vizinhos) não só de árvores, mas também de pássaros. Um lugar para relaxar, ouvir os pássaros se refrescar, mas também para pensar. 

Nosso pequeno paraíso, que preservamos e cuidamos com muito amor. 

segunda-feira, 24 de julho de 2023

25 de julho, Dia Nacional do Escritor.

Em 25 de julho de 1960 foi instituído o Dia do Escritor Nacional, data da realização do I Festival do Escritor Brasileiro, uma iniciativa da União Brasileira de Escritores (UBE). À época, a UBE era presidida por Jorge Amado e João Peregrino Júnior, que propuseram a oficialização anual da data como celebração desses profissionais.

 




Aprendemos a ler e escrever ainda na infância, e a alfabetização é a chave para a maioria das atividades do ser humano. exercem ao longo da vida, mas algumas pessoas dedicam-se profissionalmente a elaborar histórias, poemas e textos que o entretenimento e conhecimento. Por trás de todo texto ou livro existe um escritor ou escritora (bom, digo - cm enorme preocupação - POR ENQUANTO, pois a ameaça das IAs é séria), e eu sou um deles desde março de 2022. Então, nada mais justo do que comemorar esta data que também é minha, e digo isso com muito orgulho. Mas com a alegria também aparecem as preocupações (e não são poucas).

 

IA, concorrência desleal, a pirataria online (que cresce a cada dia, é assustador), falta de apoio de editoras, royalties incompatíveis com nossos esforços. São apenas alguns exemplos da dificuldades que um autor (ou autora) nacional enfrenta (ainda mais quando ele é INDEPENDENTE). A vida “mamão com açúcar” é uma utopia para 99% dos autores nacionais.

 

Lancei apenas um livro e fiz um compilado de todas os formatos lançados, e em ordem cronológica (links para aquisição estão na bio). Quase 1 ano e meio depois e depois de vários ajustes no texto a na diagramação, digo que a versão atual (a impressa e a digital) é a definitiva (atualizem suas cópias do e-book). Então você me pergunta: “Ricardo, não vai publicar mais nenhum livro?”, e eu respondo: “claro que sim, mas da próxima vez irei mais devagar, para entregar um novo livro e sem nenhum problema.” Paciência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, não é mesmo???

 

Desde já deixo meus agradecimentos (do fundo do coração) a todos aqueles que compraram meu livro, a todos aqueles que fizeram o boca a boca e fizeram chegar aos rincões do Brasil e do mundo (livros vendidos na França e nos EUA). Mas peço que continuem me apoiando (comprando ou divulgando o livro), que apoiem os autores e autoras nacionais contemporâneos (muitos deles são fenomenais), que enfrentam uma concorrência (desleal, na maioria das vezes) com os autores estrangeiros. VALORIZE MAIS AQUILO QUE É NOSSO.

 

CURTA, SIGA, COMPARTILHE. 

segunda-feira, 27 de março de 2023

AGORA VAI: "Onde guardo teu coração" em formato físico no EXTERIOR.

    Olá terráqueas, olá terráqueos, tudo bem com vocês???

    Então, a intenção dessa postagem é a de informá-los que meu primeiro livro (“Onde guardo teu coração”, 2022) já está sendo vendido em FORMATO FÍSICO na Europa (Grã-Bretanha, Itália, França, Espanha, Alemanha, Holanda, Polônia, Suécia etc), Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália (Brasil ainda não, infelizmente). Com exatas 294 páginas, o projeto gráfico foi todo remodelado, o formato é de 6 x 9 polegadas (15,24 x 22,46 cm) e em papel creme (para quem não sabe, o papel branco reflete a luminosidade de forma mais acentuada, cansando a vista mais rapidamente - consequentemente acaba atrapalhando um pouco a leitura).

 

Tudo por causa desse sorriso...

    E antes que me perguntem o porque do anúncio hoje, dia 27/03, digo que não é uma data aleatória (muito pelo contrário), nada nessa vida é por acaso. Há um grande significado e eu sei que muitos de vocês sabem qual é. Mas como uma pessoa que abomina o spoiler, não tenho mais nada mais a relatar.

 

Será que eu não mereço? Será que ELE não me ama? Será que temos tempo? 


    As pessoas mais íntimas a mim sabem que eu tinha uma certa frustração em relação ao fato de não ter conseguido publicar um livro no formato tradicional. Quantos já me falaram: “ah Ricardo, quando sair em papel eu compro”, e deixaram meu e-book de lado (tudo bem, eu entendendo). Pois eu já tentei, mas até agora as propostas inviabilizaram tal publicação, pois o preço final seria muito alto e poucos iriam comprar. Porém ando em negociações com outras editoras, e esperançoso em conseguir lançar a tal (e tão solicitada) versão física da obra ainda no primeiro semestre de 2023.

LUH - a HEROÍNA da história.


    Como eu descrevi no novo vídeo de divulgação (LINK ABAIXO), meu livro é uma ótima pedida para o povo que têm o português como língua nativa (os brasileiros, em especial). O livro é sobre o Brasil, sobre as belezas e problemas do nosso país, e esses são ingredientes que podem trazer um pouco de felicidade para os brasileiros/as que migraram para outros países (assim como quando eu morava em Porto Velho - saudades de RO - , tudo aquilo que me fazia lembrar de Curitiba acabava trazendo-me um pouco de alegria, boas lembranças). Arrisco-me a dizer que um exemplar de “Onde guardo teu coração” é um pedacinho do Brasil em algum lugar no mundo. Diante desse contexto todo, peço encarecidamente a todos as amigas e amigos que moram na Europa, EUA e Austrália, que ajudem-me a divulgar o livro, especialmente entre a comunidade brasileira espalhada em todos esses países.

     Ainda que eu carregue um pouco de frustração após pouco mais u1 ano do lançamento do e-book, Há algum tempo eu tenho um lema (um mantra, na verdade) que que diz mais ou menos assim: ninguém consegue o sucesso desejado se não der o primeiro passo, se não tiver coragem e se desanima diante dos primeiros percalços, das pedras que aparecem pelo caminho. É algo similar àquele velho ditado que diz que “mar calmo não forma bom marinheiro”. Os próximos livros serão mais maduros, pois eu evoluí muito com os erros cometidos durante essa minha primeira empreitada no Universo das Palavras.

 

Contracapa, com um pouco da minha maluca biografia.


    Então amigos e amigas, sempre em frente. Vocês são demais, sou muito grato por tudo aquilo que fizeram, fazem e ainda farão por este que aqui vos fala. OBRIGADO POR TODO O APOIO.

 

Link de vídeo do INSTAGRAM


COMUNICADO: as duas versões (E-BOOK e FÍSICA) estão temporariamente indisponíveis para aquisição. Provavelmente tal situação será resolvida entre 28 e 30 de março. OBRIGADO PELA COMPREENSÃO.

 


 

domingo, 19 de fevereiro de 2023

Crítica: O pior vizinho do mundo ("A man called Otto").

    Pessoal, uma dica de lazer para esse feriado de Carnaval: (e para quem não gosta de folia e prefere outro tipo de divertimento: CINEMA. Aqui falarei sobre o surpreendente "O pior vizinho do mundo" ("A man called Otto", título original). SEM SPOILERS, agora vou dar minhas pinceladas sobre esse longa-metragem fabuloso.



     Otto (Tom Hanks) é um homem amargurado e enlutado após a morte da esposa Sonya, tentando isolar-se de tudo e de todos a qualquer custo, um homem que havia desistido da vida (sem entrar em muitos detalhes, a situação de Otto era apavorante, há muita agonia em cena). No entanto, a vida de Otto vira de cabeça para baixo quando uma família (duas meninas, o pai - um tanto atrapalhado - e uma esposa grávida - Marisol) muda-se para o problemático condomínio residencial de Otto, para uma residência justamente em frente à casa do idoso. Cria-se então uma estranha relação de amizade entre Otto e os demais integrantes da família de Marisol. Marc Forster (diretor de filmes emocionantes como “O caçador de pipas” e “Em busca da Terra do Nunca”) foi extremamente feliz em focar no arco emocional de Otto sem exageros e com diálogos pouco expositivos, optando por inserções de flashbacks (o filho de Tom Hanks,Truman Hanks, interpreta  o Otto na juventude, juntamente com a belíssima atriz Rachel Keller)  certeiros, tornando ainda mais fácil a conexão dos personagem com o espectador.

Tom Hanks, Truman Hanks (filho e intérprete de Otto jovem) e Rita Wilson (esposa e produtora executiva do filme).

Sonya (Rachel Keller), em uma das cenas mais tocantes do filme.

    Eu sei que quando fala-se o nome de Tom Hanks é quase inevitável que venha à mente a imagem de um personagem simpático, bem humorado, como como fomos acostumados desde os primeiros filmes dele lá da década de 80. Mas, quer saber: ESQUEÇA esse estereótipo de personagem, pois aqui ele é completamente oposto. A rabugice de Otto é um dos grandes atrativos do longa. Mas apesar da presença do astro Tom Hanks, quem rouba mesmo a cena é a atriz Mariana Treviño, a intérprete de Marisol. Confesso que essa atriz até então desconhecida é um dos grandes trunfos do filme do diretor (ainda é muito cedo, mas é quase certo que será indicada a muitos prémios por sua brilhante atuação.


Mariana Treviño, atriz de ascendência mexicana que brilha no longa 
de Marc Forster.

     "O pior vizinho do mundo" é a garantia de uma história tocante  e que arrancará sorrisos e lágrimas, assim como aconteceu comigo e com as outras pessoas que estiveram comigo na sala do cinema. "O pior vizinho do mundo" não é só um filme, mas uma experiência. 

    Em uma época tomada por uma enxurrada de filmes de super-heróis, filmes como esse são exemplos genuínos de que o frequentador do cinema está um pouco cansado, nós queremos é ver mais e mais histórias bonitas e verdadeiras (e quanto mais humanas possível). Menos porrada e bomba, isso cansa.

Marisol (Mariana Treviño) e Otto (Tom Hanks).

Otto e a improvável afeição às adoráveis filhas de Marisol.


    P.S.: não contei que esse filme é uma refilmagem norte-americana de um filme sueco chamado “Um homem chamado Ove”, de 2015, e que agora chega às livrarias brasileiras em formato de livro de mesmo nome. É tão bonito e marcante quanto essa nova versão (apesar das mudanças entre os dois longas). Infelizmente no momento não está disponível em streamings como Netflix, Amazon Prime ou HBO Max, apenas via aluguel (Youtube, Claro Video), mas se alguém quiser alugar eu garanto que vale o investimento.
 


Otto e um dos grandes (e carismáticos) personagens do filme: o gato de rua.

    

    Surpreenda-se com uma história tocante e com a versatilidade de Tom Hanks. Dou nota 5/5. Fica aqui minha dica para o Carnaval de vocês (especialmente para quem não gosta de badalação).

        Se puder, vá ao CINEMA


Até a próxima, terráqueas e terráqueos. Juízo hein.

sábado, 7 de janeiro de 2023

07 de Janeiro - Dia do Leitor.

 

DIA DO LEITOR


    Olá terrestres, como estão vocês??? Hoje, 07 de Janeiro é comemorado do Dia do Leitor. Nem preciso dizer que a leitura é uma paixão que virou amor. Dessa forma, resolvi fazer uma seleção de 15 livros que lerei em 2023, uma espécie de check-list, minha meta literária para o ano que agora inicia. Não há uma ordem para a leitura, mas apenas a relação e uma pequena descrição para cada obra.


1- Vidas sem rumo (The Outsiders), de S.E. Hinton (Intrínseca @intrinseca). Hinton: um verdadeiro clássico da literatura, adaptado para o cinema pelo mestre Francis Francisd Coppola. Conta a história de delinquentes juvenis no final dos 60 (os Greasers e os Socs) através da narração em primeira pessoa do personagem Ponyboy (greaser). Um história universal e inesquecível. Destaque para a deslumbrante edição de capa dura da @intrinseca.




2- Aqui quem fala é Albert Einstein, de R.J. Gadney (Ed. Intrínseca @intrinseca): uma estudante liga para o número errado e acaba engatando uma conversa com um dos cientistas mais renomados do mundo: Albert Einstein. Surge então uma amizade entre os dois, ainda que improvável. Uma mistura de ficção e autobiografia, é um livro que me chama a atenção há algum tempo.



3 – Cruzando o Caminho do Sol, de Corban Addison (Ed. Novo Conceito @novo_conceito): duas adolescentes indianas têm suas vidas destruídas por uma tragédia climática em uma história marcante sobre submundo da escravidão moderna. Destaque para os elogios do gênio John Grisham, algo que torna este livro ainda mais atraente. Destaque negativo apenas pela edição sem orelhas (ed. econômica).



4- Guia politicamente incorreto da história do Mundo, de Leandro Narloch (Ed. Leya @editoraleyabrasil): tá aí uma série de livros que me agrada muito, já li vários e gostei demais, pois desmistificam muitas coisas aceitas como verdades absolutas. Uma série que me deixa boquiaberto muitas vezes.



5 – Noturno, de Guillermo Del Toro e Chuck Hogan (Ed. Rocco @editorarocco): bom, como não ficar curioso em relação a um livro do gênio do cinema Guillermo Del Toro, ainda mais quando trata-se de uma história sobre uma epidemia/invasão global de vampiros? Primeiro livro da chamada Trilogia da Escuridão, é um livro imperdível.



6 - A História do Cinema Para Quem Tem Pressa, de Celso Sabadin (Ed. Valentina @edvalentina): assim como a literatura, eu sou um apaixonado pela 7a arte, possuo vários livros sobre o assunto. Este exemplar é um livro bem curto (200 páginas), afinal é o propósito dessa série da Editora Valentina). Já li alguns capítulos e adorei.




7- Baseado em fatos reais, de Delphine de Vigan (Ed. Intrínseca @intrinseca): a aterrorizante história real de uma escritora e sua relação obscura com uma ghost-writer. Uma mistura de autoficção e do thriller psicológico (P.S.: gosto de ler sempre um livro para depois assistir à adaptação cinematográfica do mesmo, mas aqui aconteceu o contrário. É um filme aterrorizante e “fora da caixa”, que me surpreendeu demais – Eva Green dá medo mesmo).



8 – Os lança-chamas, de Rachel Kushner (Ed. Intrínseca @intrinseca): comprei esse livro sem saber nada sobre ele (estava em uma super promoção em uma livraria, menos de R$ 10,00, e a capa acabou chamando minha atenção). Não sei muita coisa sobre ele, mas trata-se de uma história que mistura politica, arte e subversão, e que dividiu opiniões na comunidade leitora. Espero que seja bom.



9 – O dia da morte de Denton Little, de Lance Rubin (Ed. Intrínseca @intrinseca): talvez um dos livros mais pesados dessa lista, mas talvez não seja. Por alto acredito que seja um livro leve, apesar de tratar de um assunto um tanto mórbido. Quem sabe um dos que mais me surpreendam em 2023.



10 – Sangue na neve, de Lisa Gardner (Ed. Novo Conceito @novo_conceito): bora para um thriller? “Sangue na neve” é a história que começa com um simples assassinato, aparentemente sem qualquer mistério. No entanto, a detetive D.D. Warren entra em cena e tudo muda com o desaparecimento de uma criança.


11 – A noiva escura
, de Laura Restrepo (Companhia das letras @companhiadasletras): um livro de uma autora colombiana, é centrada na trajetória da iniciação de uma menina para vida da prostituição no interior da Colômbia, nos anos 40. Livro que me chamou muito a atenção, ainda mais por ser muito elogiado pelo supremo Gabriel García Márquez. Oportunidade de conhecer um pouco mais da cultura (e mazelas) dos colombianos.



12 – Esqueletos no Saara, de Dean King (Companhia das letras @companhiadasletras): mais um baseado em uma história real, “Esqueletos no Saara”é história de um naufrágio de um navio comercial que saiu de Connecticut para diversos destinos comerciais em 1815, e que acabou naufragando no litoral africano. Capturados e escravizados por nômades muçulmanos,” Esqueletos no Saara” é um relato sobre provações no maior deserto do mundo. Imperdível.



13 – O Dossiê Pelicano, de John Grishan (Ed. Arqueiro @editoraarqueiro): na verdade, será a segunda vez que leio este livro (afinal livro bom merece ser relido). Como engenheiro ambiental que sou, não há como não indicar esse livro, pois ele trata do lado podre existente quando o meio ambiente e a indústria do petróleo entram em conflito por interesses políticos e econômicos. Mesmo sendo um livro lançado no início da década de 90, continua marcante e perturbador e questionador.



14 – Doutor Sono, de Stephen King (Ed. Suma @editorasuma): agora o bicho pega! “ Doutor Sono” é a continuação do celebrado “O Iluminado”. Aqui acompanhamos a história de Danny Torrance (o “iluminado”, filho de Jack Torrance), 30 anos após os acontecimentos do hotel Overlock. Mesmo atormentando pelo seu passado, Danny consegue se estabelecer em uma pequena cidade, trabalhando em um lar de idosos. No entanto Danny conhece Abra, uma menina com dons ainda mais fortes do que os deles. Começa então uma nova guerra entre o bem e mal.



15 - O diário de Anne Frank, por Anne Frank (Ed. Ciranda Cultural @editoracirandacultural): bom, eu tenho uma relação de livros que considero ESSENCIAIS para a vida de qualquer amante de literatura, e “O diário de Anne Frank” é um deles. Não trata-se apenas de um livro, mas sim um retrato histórico do período mais sombrio da era moderna, através das palavras da inocente garota. Um livro que marca por ser tão aterrador, por ser o retrato de um passado que nunca será esquecido.




    Bom terráqueos, espero que tenham gostado dessa minha lista. Fiquem à vontade para comentar, debater, perguntar. 

Só não deixem de ler, pois livro é VIDA.


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